Guilherme Revitto

Espécies de peixes podem sair da lista dos animais ameaçados de extinção

Projeto de manipulação genética da AES Tietê, realizado em parceria com o CEPTA, já rende resultados positivos com o bagre-sapo

A AES Tietê está desenvolvendo biotecnologias avançadas em peixes, com o objetivo de garantir a preservação de espécies ameaçadas de extinção. A novidade é que, pela primeira vez desde o início do projeto,  que foi em novembro de 2014, a reprodução em cativeiro da espécie bagre-sapo (Pseudopimelodus mangurus) foi alcançada e o resultado poderá então ser usado para repovoar rios nos quais a população do peixe está em declínio.

 “Com a confirmação dos resultados positivos do projeto, as possibilidades serão inúmeras para o meio ambiente. Esse conjunto de procedimentos avançados é importante não apenas para um único tipo de peixe, mas também para outras espécies ameaçadas de extinção, que poderão ser salvas as técnicas que estamos desenvolvendo.”, explica Odemberg Veronez, Coordenador de Programas Ambientais da AES Tietê.

A iniciativa é inédita e está sendo realizada em etapas pela área de pesquisa e desenvolvimento da AES Tietê. Primeiro, são retiradas células do embrião do Bagre-sapo, e, em seguida, essas células são transplantadas para um embrião de Mandi-guaçu, um peixe considerado comum e sem risco de ser extinto. A partir daí, o mandi poderá produzir filhotes com características do Bagre-sapo, ou seja, um peixe dando origem a outro. O estudo é uma parceria da AES Tietê com o CEPTA (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Aquática Continental).